Já conhece a primeira obra lançada pelo Literatour?
No mês de junho todos os assinantes do plano Extra irão receber o livro “O velho… mistério", de Pamela Ione, vencedora do primeiro concurso literário idealizado pelo clube. Confira abaixo o especial que fizemos para esse mês 🙂
SINOPSE DA OBRA:
Um Velho. Um Pipoqueiro. E uma bengala roubada. Essa é a tríade que pauta essa cativante história, capaz de plantar uma semente no leitor através de diálogos envolventes, inundados de poesia e filosofia.
Bengala, essa, que acaba sob posse do Pipoqueiro, que vê na situação uma oportunidade de se aproximar do senhor carrancudo e misterioso que passa pela praça todos os dias.O Velho, que em sua habitual caminhada matinal é surpreendido pelo furto do apoio aos seus passos, encontra-se em uma jornada para recuperar a sua insubstituível bengala.
O Velho… Mistério é um grande convite a uma jornada interior. A união das dualidades de um Velho sem grandes perspectivas e um Pipoqueiro fascinado pelas peripécias da vida entrega ao leitor um momento de reconhecimento da sua própria realidade e dos caminhos para a compreensão de sua própria existência.
Entrevista Exclusiva com a autora da obra:
De onde surgiu a ideia de escrever O Velho… Mistério?
Rubem Alves tem um livro intitulado “Ostra feliz não faz pérola”. E nele é desenvolvida uma série de analogias a partir do fato de que: uma pérola só é formada quando um corpo estranho — um grão de areia, por exemplo — adentra em uma ostra. Como um mecanismo de defesa, o molusco tenta isolar essa impureza dando origem à pérola. A ideia d’O Velho… Mistério, então, surgiu a partir de uma espécie de corpo estranho. Uma partícula que desencadeou uma série de reações que somente as palavras conseguiram acolher. Mas, diferente das comparações de Rubem Alves, esse não foi um parto pela dor. Foi, por outro lado, pela mais singela alegria.
Existem muitos velhos por aí? Em nossas vidas talvez?
O Velho traz a reflexão da nossa singularidade. Ao mesmo tempo, como o mar não disputa pelo controle das ondas, uma pontinha de identificação surge natural e desinibida ali entre a orelha e o comecinho do cabelo. Embora o Velho seja único, ele é tão familiar quanto ao palito de fósforo que tem em cada casa. Às vezes é assumido por nós mesmos. Quando a caneta acaba a tinta. O cabelo embaraça. A bateria acaba. A questão é: o Velho paga. E que preço estamos pagando?
Qual a mensagem por trás do livro que você gostaria que cada leitor ou leitora absorvesse?
Eu acho que a graça da literatura está justamente em como as nossas experiências traduzem as mensagens que um livro pode trazer das mais variadas formas. A essência d’O Velho é tão simples quanto correr para não perder o ônibus e talvez seja traduzida pela necessidade de entendermos as possibilidades que a vulnerabilidade pode gerar.
O que a Pamela gosta de ler?
A Pamela gosta de ler tudo aquilo que a gera uma espécie de sujeirinha na ostra. E, por isso, a deixa uma pérola. Que a tira do convencional. Que a provoca. Que a deixa tão desnorteada quanto aos escritos de Clarice. Às vezes incompreendida quanto ao pouco conhecido Manoel Carlos Karam. Às vezes em pedaços, catando caquinhos, arrebatada pelos contemporâneos Itamar Vieira Jr. e Carla Madeira. Sem se esquecer dos clássicos, suspirando por não conhecer a comunidade de Macondo, nem ter o pó de flu para uma viagem à Hogwarts.
Como você espera que seja a recepção da comunidade para o seu livro?
Sabe quando você decide ir na casa da vó? E, para te agradar, ela faz bolinhos de chuva? E parte do mundo se parte deixando tudo que importa bem ali na ponta dos seus dedos engordurados em forma de afeto frito? Você meio que se esquece da rotina. Do joelho ralado. Do patrão chato. E ali, naquela mordida, você se sente como num abraço indescritivelmente aconchegante. Só que para alguns vai estar faltando sal. Para outros doce. Talvez até tenha partes que poderia ficar mais bonito, mais saboroso. E você sabe que as próximas vezes vão estar sempre melhores do que essa. Bem, talvez seja isso — eu espero que esse livro seja como um bolinho de chuva na casa da vó.
O que você pretende lançar a seguir? Novos projetos em mente?
Atualmente, tenho focado na escrita de narrativas breves — trabalhando objetividade poética —, mas não deixando de colecionar gatilhos para a empreitada em uma nova narrativa longa. Tenho a ideia de lançar uma antologia de contos com esses exercícios criativos que me proponho a fazer. E, futuramente, colocar alguns personagens que tenho desenvolvido para se envolverem uma trama de conflitos e desajustes — originando um romance. Penso também em revisitar o Velho em algum momento e perguntá-lo se ele ainda tem histórias para contar. Se assim for, estarei com meu caderno pronta para escutá-lo.
Confira o momento que ela descobriu que era a vencedora do nosso primeiro concurso literário!
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