É 2009 está se despedindo. Éinevitável, pois, uma paradinha, voltar a cabeça para trás e pensar: valeu a pena?
Quando podemos dizer que valeu a pena? Quando a alma não é pequena... e quando podemos sentir que a vida não parou. Que conseguimos colocar mais uma palhinha no nosso ninho de sonhos. Mesmo que seja uma apenas. Coisas boas aconteceram e são essas que contam.
Tivemos saúde, e isso é o mais importante. Meus filhos amados seguem tocando suas vidas com garra e determinação. Rafael e Fabi fazendo doutorado em Sevilha e explorando o Velho Mundo. Vicente, estudando muito para enfrentar concursos. Chegou muito perto. Quem sabe em 2010? A Marília entrando para o último ano de Psicologia, lendo muito e fazendo pesquisa (CNPQ). O Walter superando problemas de saúde.
Só essas coisas já seriam suficiente para comemorar. Mas teve mais. Publiquei meu 4º livro - Palavra Faceira - que me levou para muitas cidades do RS para conversar e brincar com as crianças. Maior delícia! Outro livro meu - O Ensino da Literat. nas Séries Iniciais - foi aceito para publicação pela Vozes. O 9º Seminário Leitura Leva a Sério foi um sucesso e, mais uma vez me proporcionou a convivência com pessoas queridas e interessantes. Senti, a carinhosa presença de meus irmãos sempre por perto.
Vi filmes muito bons. O melhor de todos, O menino do Pijama Listrado. Fiz muitas leituras e releituras que me alimentaram a alma: A paixão segundo GH, Clarice Lispector, Admirável Mundo Novo, Huxley: Vivir para Contarla, Garcia Marques: A casa dos Espíritos, Izabel Allende, e agora estou lendo Solo, de Juremir Machado da Silva. Mas um livro me interessou além da conta, mesmo não sendo literatura. Foi o Médico Quântico, escrito por um físico quântico indiano.
Assisti a uma peça de teatro com Betty Goulart, Simplesmente Clarice. Sobre Clarice Lispector e sua obra. Linda!
Fui à Feira do Livro de POA para encontrar e abraçar uma amiga querida, a Fanny. Reencontrei pelos caminhos da internet e com a ajuda da Fanny e da Bel, a amiga querida Marli, prof. da Universidade Federal do Pará, com quem havia perdido o contato. Pude abraçar uma amiga de infância no momento da perda de sua mãe. Pude ir a POA para o lançamento do livro de outra amiga querida, a Malu. Ganhei na Justiça um reajuste de salário (pobre salário de prof. estadual) que não nos era pago desde o governo Brito, de triste memória. O Brasil avançou na diminuição das desigualdades sociais. Menos gente passou fome, graças ao Bolsa Família. A consciência ambiental avançou, mas não tanto como gostaríamos. O inverno foi aquecido com a lareira, vinho e gente querida. O afeto de minhas "velhas amigas" - Clarissa, Iracema e Maria Luíza- esteve sempre presente. Houve até uma tarde, no meio da semana em que a Iracema e eu fomos tomar chá com torta na casa da minha amiga mais "zen" a Edite. Maior gostosura! E de quebra, aprendi a fazer fuxico, que vou prender na minha blusa na noite da virada do ano. Que venha 2010!