Blog do LiteraTour
Por Maria Helena Zancan Frantz

Começando 2010

domingo, 14 fevereiro 2010 16:00 by mhz.frantz

Meu primeiro compromisso de trabalho em 2010 foi na 5ª feira passada (11/02) na cidade de Três de Maio. Foi num encontro de formação para os educadores da Rede Verzeri. O encontro aconteceu na escola anfitriã Dom Hermeto. Um evento primorosamente organizado. Falei à tarde para um público de umas 40 pessoas, mais ou menos, das áreas da Língua Portuguesa, Literatura, Educação física, Língua Espanhola e Língua Inglesa. Minha palestra teve como título, A importâcia do texto literário no processo de formação do leitor.Procurei mostar a relação entre pensamento e linguagem e a importância de trabalharmos a "competência linguística" com nossas crianças para que tenham sucesso em todas as áreas do conhecimento. E, por fim, mostrar que a literatura é a porta de entrada para o mundo da leitura.

Apesar de termos 2 aparelhos de ar condicionado em nossa sala, o calor era muito intenso. Mas meu público permaneceu atento até o final.Tive, ainda a oportunidade de conhecer pessoas muito interessantes: Fabianni Brancão e Silvana Grams, ambas da Editora Moderna, A direção e a vice-direção da escola que nos receberam muito bem e ao final nos brindaram com um par de havaianas personalizado. Tive também a satisfação de conversar com Luiz Francisco Massafra da Editora Moderna, que foi quem patrocinou minha ida ao evento.Reencontrei também o mestre Attico Chassot, sempre simpático e brilhante, e que a essas horas já deve estar quase chegando à Dinamarca, onde vai passar umas três semanas proferindo palestras e passeando.

Esses encontros com pessoas interessantes, inteligentes é que fazem este trabalho ser tão gratificante para mim.

 

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Retrospectiva 2009

quarta-feira, 30 dezembro 2009 11:01 by mhz.frantz

 É 2009 está se despedindo. Éinevitável, pois, uma paradinha, voltar a cabeça para trás e pensar: valeu a pena?

Quando podemos dizer que valeu a pena? Quando a alma não é pequena... e quando podemos sentir que a vida não parou. Que conseguimos colocar mais uma palhinha no nosso ninho de sonhos. Mesmo que seja uma apenas. Coisas boas aconteceram e são essas que contam.

Tivemos saúde, e isso é o mais importante. Meus filhos amados seguem tocando suas vidas com garra e determinação. Rafael e Fabi fazendo doutorado em Sevilha e explorando o Velho Mundo. Vicente, estudando muito para enfrentar concursos. Chegou muito perto. Quem sabe em 2010? A Marília entrando para o último ano de Psicologia, lendo muito e fazendo pesquisa (CNPQ). O Walter superando problemas de saúde.

Só essas coisas já seriam suficiente para comemorar. Mas teve mais. Publiquei meu 4º livro - Palavra Faceira - que me levou para muitas cidades do RS para conversar e brincar com as crianças. Maior delícia! Outro livro meu - O Ensino da Literat. nas Séries Iniciais - foi aceito para publicação pela Vozes. O 9º Seminário Leitura Leva a Sério foi um sucesso e, mais uma vez me proporcionou a convivência com pessoas queridas e interessantes. Senti, a carinhosa presença de meus irmãos sempre por perto.

Vi filmes muito bons. O melhor de todos, O menino do Pijama Listrado. Fiz muitas leituras e releituras que me alimentaram a alma: A paixão segundo GH, Clarice Lispector, Admirável Mundo Novo, Huxley: Vivir para Contarla, Garcia Marques: A casa dos Espíritos, Izabel Allende, e agora estou lendo Solo, de Juremir Machado da Silva. Mas um livro me interessou além da conta, mesmo não sendo literatura. Foi o Médico Quântico, escrito por um físico quântico indiano.

Assisti a uma peça de teatro com Betty Goulart, Simplesmente Clarice. Sobre Clarice Lispector e sua obra. Linda!

Fui à Feira do Livro de POA para encontrar e abraçar uma amiga querida, a Fanny. Reencontrei pelos caminhos da internet e com a ajuda da Fanny e da Bel, a amiga querida Marli, prof. da Universidade Federal do Pará, com quem havia perdido o contato. Pude abraçar uma amiga de infância no momento da perda de sua mãe. Pude ir a POA para o lançamento do livro de outra amiga querida, a Malu. Ganhei na Justiça um reajuste de salário (pobre salário de prof. estadual) que não nos era pago desde o governo Brito, de triste memória. O Brasil avançou na diminuição das desigualdades sociais. Menos gente passou fome, graças ao Bolsa Família. A consciência ambiental avançou, mas não tanto como gostaríamos. O inverno foi aquecido com a lareira, vinho e gente querida. O afeto de minhas "velhas amigas" - Clarissa, Iracema e Maria Luíza- esteve sempre presente. Houve até uma tarde, no meio da semana em que a Iracema e eu fomos tomar chá com torta na casa da minha amiga mais "zen" a Edite. Maior gostosura! E de quebra, aprendi a fazer fuxico, que vou prender na minha blusa na noite da virada do ano. Que venha 2010!  

 

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Declaração Universal dos Direitos dos Pais

terça-feira, 27 outubro 2009 17:14 by mhz.frantz

     

 

 ALUNOS DA PRÉ-ESCOLA DO IMEAB LANÇAM LIVRO

 "No dia 15 de outubro, os alunos da pré-escola do Instituto Municipal Assis Brasil lançaram o livro Declaração Universal dos Direitos dos Pais . A produção do livro é o resultado de um trabalho com a obra Declaração Universal dos Direitos da Criança, de Maria Helena Z. Frantz. No livro, na última página, a autora faz uma provocação aos seus leitores:"Criança tem direitos reais/ E quais serão os direitos dos pais?"

O livro de cada turma, depois de autografado pelos autores infantis, permanecerá na Biblioteca da escola. a realização desta ação faz parte do Plano de Desenvolvimento Escolar (PDE) e do Programa Todos Pela Literatura do Ministério da Educação (MEC) sob o tema Incentivo à leitura e à escrita

A notícia acima foi veiculada no Jornal da Manhã de Ijuí, do dia 24/10/2009.

E eu, é claro, fui convidada e lá estive para conferir tudo bem de perto. Kiss

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Andanças, Crianças e Esperanças

quarta-feira, 7 outubro 2009 04:40 by mhz.frantz

Na semana que passou, estive, pela 4ª vez, na serra gaúcha, participando de eventos de promoção da leitura e da literatura. A 1ª foi em abril, em Nova Bassano. A 2ª, em junho, em Serafina Corrêa. A 3ª vez, voltei a Nova Bassano, em final de junho. E a 4ª verz, agora, fui a Guaporé.

Para mim, que moro na região noroeste do Estado, esta tem sido uma experiência muito energizante. A começar pela região da serra que é lindíssima. Suas paisagens, seus verdes morros, sua gente risonha e simpática, seus vinhos saborosos...

Em cada lugar permaneci um dia inteiro, trabalhando manhã e tarde e, às vezes , também à noite. Muito embora a viagem de Ijuí até lá demore mais de 9 horas (!) de ônibus, o esforço vale a pena. Para mim, este tipo de trabalho é um baita carregador de pilha.

Brincar com poemas e contar histórias para as crianças é algo entusiasmante, simplesmente delicioso! Elas te contagiam com seu entusiasmo, carinho e alegria de maneira total.

Conversar com as professoras sobre o papel da leitura e da literatura no processo de formação do leitor é outro assunto que me empolga. A possibilidade de poder contribuir - mesmo que de forma modesta -  para qualificar o trabalho delas e torná-lo, ao mesmo tempo,  mais prazeroso, com melhores resultados, me enche de alegria....

Ver o trabalho das Secretarias Municipais de Educação que estão proporcionando aos professores e aos alunos esses momentos de reflexão, renova minhas esperanças de ver a educação dar aquele salto de qualidade que nós tanto buscamos.

Acredito na EDUCAÇÃO para promover o aperfeiçoamento e a transformação da sociedade. E uma educação de qualidade, acredito, se faz com leitores e livros. Para isso, precisamos contar com profissionais qualificados e comprometidos com a formação de leitores

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Uma experiência sem igual

segunda-feira, 7 setembro 2009 13:46 by mhz.frantz

Uma das experiências mais marcantes na minha vida de educadora é, sem dúvida, a de contadora de histórias.

Não importa a idade dos meus ouvintes. Pode ser para uma platéia de 3, 4, 10 anos ou mais. Ou então para adultos,

geralmente professores,  alunos, pais e demais educadores. O meu encantamento e o deles é sempre algo especial.

 

Cada público te dá um retorno diferente. Os pequenos te enchem de alegria e entusiasmo pela vida. Querem beijo, querem 

abraço, querem mais histórias.  O público adulto te emociona pelo olhar, pelo sorriso agradecido pela oportunidade de

vivenciar momentos de emoção e fantasia em meio à dura realidade.

 

Há poucas semanas, em uma cidade do interior do RS, contei história para um público da EJA e do MOVA.

As idades variavam entre 20 e 70 anos, mais ou menos. O público era pequeno, umas 20 pessoas, o que me dava 

possibilidade de olhar nos olhos de cada um. A atenção era completa. Um misto de curiosidade, alegria e expectativa 

brilhava naqueles pares de olhos atentos. O olhar de cada um amarrado ao meu olhar por um tênue fio de prata.

 

Mas tinha um em especial que se destava dos demais. Era o de uma senhora de aproximadamente 70 anos que

parecia beber cada palavra, cada gesto meu. No final, ela veio me abraçar e dizer da emoção que havia sentido

 e do quanto ela tinha gostado de ouvir aquela história. Aí então, fomos fazer um lanche e ela não saiu mais do meu lado.

Contou-me um pouco da história da sua vida. Uma vida extraordinária, cheia de dor, de muito abandono, muita luta,

muita coragem. Uma vida que ela estava tentando recomeçar, agora, aos 70 anos.

Nessa nova vida ela decidiu que ia correr atrás do sonho que havia adiado até então em favor dos outros.

Do sonho de poder ler sem depender de ninguém.

Hoje seus dias se dividem entre a escola MOVA e as visitas semanais que faz ao filho na prisão. E na próxima visita, 

confessou, ela quer contar a história que ouviu para o seu filho e com isso levar a ele um pouco de alegria e esperança.

A mesma alegria e esperança que ela sentiu a partir da magia da fantasia.

Essa seria a primeira vez que ela iria contar uma história para o seu filho. 

 

 

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"Ler é existir"

quarta-feira, 19 novembro 2008 02:20 by mhz.frantz
"Nenhuma cidadania é completa sem a leitura.
Nenhum povo pode se considerar desenvolvido 
sem livros e bibliotecas
acessíveis a todos. 
Enfim, não existe democracia, 
sem democratização da leitura."

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AS SEMENTES DO MAL

quinta-feira, 31 julho 2008 02:21 by mhz.frantz
Desta vez, não vou falar sobre um texto literário. Os últimos que li não me empolgaram para fazer comentários aqui. Quero falar a respeito de um livro superinteressante sobre as plantas transgênicas e suas conseqüências para o meio ambiente e para a nossa saúde. Trata-se do livro TRANSGÊNICOS: AS SEMENTES DO MAL- A silenciosa contaminação de solos e alimentos, dos autores Antônio Inácio Andrioli e Richard Fuchs.
O gaúcho Andrioli é doutor em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade de Osnabrück (Alemanha). O tema de sua tese de doutorado foi a soja orgânica X soja transgênica.
Richard Fuchs é também escritor e pesquisador alemão sobre o tema dos transgênicos.
O livro traz informações que não encontramos facilmente nos grandes meios de comunicação, por razões óbvias.
Dentre as várias revelações do livro estão a morte de 70 vacas leiteiras, na Alemanha, após terem sido tratadas com milho transgênico; o alerta para a falta de confiabilidade em pesquisas que são financiadas pelas próprias empresas interessadas na comercialização dos transgênicos; como funciona o lobby das empresas interessadas na liberação dos transgênicos; estratégias de marketing para disseminar o plantio de transgênicos; a cobrança de royalties de quem não plantou transgênicos e mesmo assim teve sua lavoura contaminada;na Europa e no Brasil, mais de 70% dos consumidores não aceitam produtos transgênicos; a proibição ao agricultor de guardar sementes para o próximo plantio...
Faz também um alerta muito sério para o perigo que representa o monopólio da semente por algumas poucas multinacionais(90% são dos EUA) como forma de controlar grande parte do abastecimento alimentar do nosso planeta, dispondo, assim, de um instrumento de poder que prevaleceria até ao poder militar.
Adverte que das variedades transgênicas existentes no mercado a Monsanto possui 90% dos direitos e patentes e que a Argentina é o segundo maior cliente da Monsanto e foi escolhida para ser a porta de entrada desses produtos na América Latina.
No final da leitura fica uma certeza no mínimo angustiante: estamos sendo cobaias dessas empresas, e o que é pior, a história da principal delas, a Monsanto, não nos permite confiar em sua seriedade e preocupação com a vida e com o meio ambiente, uma vez que "por intermédio da Monsanto, Dow Chemical e outras empresas, o exército norte-americano desfolhou as florestas do Vietnã", mesmo que o uso de produtos químicos estivessem proibidos pela Convenção de Genebra. O agente laranja, como ficou conhecido este produto químico, vitimou milhões de pessoas, inclusive soldados norte-americanos que entraram em contato com o mesmo. 
Por essas e outras, é importante que defendamos os nossos direitos de consumidores exigindo a rotulagem desses produtos e também que os 3 princípios do direito ambiental sejam respeitados: o da precaução, o da sustentabilidade e o da responsabilização pelos danos.EU NÃO QUERO SER COBAIA DA MONSANTO!

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O pintor que escrevia

segunda-feira, 29 outubro 2007 02:19 by mhz.frantz
Há tempos não lia um romance tão envolvente. Esse é daquelas leituras que você não consegue parar antes do final. A autora Cecília Wierschcovich (ai,ai,ai... não tenho onde conferir se coloquei todas as consoantes no lugar certo...) é a mesma de A casa das Sete Mulheres. Gaúcha, por sinal. E, vejam, não saí atrás dele. Chegou-me em casa pelas mãos de uma amiga que suspeitou que eu gostaria de lê-lo. Valeu, Nairana!
Após mais de 20 anos da morte (suicídio) do pintor Marco Belluci, sua esposa, Amapola, procura um marchand para avaliar as telas deixadas por ele, intocadas em caixas no sótão da casa.
Ao dar à luz cada uma das telas, o marchand faz a grande descoberta: atrás de cada óleo sobre tela, o artista escreve os capítulos de sua trágica história. Sua infância na Itália; sua vinda para o Brasil; sua paixão por Amapola; a perversa influência de Antônia, a sogra, na vida dos dois, até o dia do suicídio.
Ao final uma revelação jamais suspeitada pelo leitor, para entender tamanha angústia de Marco Belluci, a ponto de levá-lo ao suicídio.
A linguagem, as personagens, a atmosfera, o cenário, tudo muito mágico e misterioso. Uma história sensacional, como poucas.

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O pintor que escrevia

segunda-feira, 29 outubro 2007 02:16 by mhz.frantz
Há tempos não lia um romance tão envolvente. Esse é daquelas leituras que você não consegue parar antes do final. A autora Cecília Wierschcovich (ai,ai,ai... não tenho onde conferir se coloquei todas as consoantes no lugar certo...) é a mesma de A casa das Sete Mulheres. Gaúcha, por sinal. E, vejam, não saí atrás dele. Chegou-me em casa pelas mãos de uma amiga que suspeitou que eu gostaria de lê-lo. Valeu, Nairana!
Após mais de 20 anos da morte (suicídio) do pintor Marco Belluci, sua esposa, Amapola, procura um marchand para avaliar as telas deixadas por ele, intocadas em caixas no sótão da casa.
Ao dar à luz cada uma das telas, o marchand faz a grande descoberta: atrás de cada óleo sobre tela, o artista escreve os capítulos de sua trágica história. Sua infância na Itália; sua vinda para o Brasil; sua paixão por Amapola; a perversa influência de Antônia, a sogra, na vida dos dois, até o dia do suicídio.
Ao final uma revelação jamais suspeitada pelo leitor, para entender tamanha angústia de Marco Belluci, a ponto de levá-lo ao suicídio.
A linguagem, as personagens, a atmosfera, o cenário, tudo muito mágico e misterioso. Uma história sensacional, como poucas.

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O MONSTRO QUE NOS PERSEGUE

sexta-feira, 14 setembro 2007 02:19 by mhz.frantz
Há muito que esta questão está me incomodando.
Vou ao Correio e lá está ela. Entro na fila do Banco e ela continua sua perseguição. Vou ao super mercado da cooperativa com espaço para um lanche e dou de cara com ela. No consultório do cardiologista ela me espera com a pior das programações. Chego no laboratório para realizar exames e, outra vez, sou recepcionada por ela.

Há poucas semanas, acompanhando um familiar em hospital, o bombardeio foi insuportável. Havia várias salas de espera, algumas com mais de um aparelho, exibindo programas diferentes. Observei as pessoas e bem poucas prestavam atenção ao que passava na tela.Uns tentavam ler seu jornal ou sua revista, como eu, outros tentavam conversar, outros cochilavam.

Comecei a caminhar de um espaço para outro a procura de um lugar, onde pudesse ler em silêncio. Perguntei às enfermeiras se havia um cantinho sem TV, naquele enorme hospital e a resposta foi negativa.

Existe uma ditadura, uma imposição da TV às pessoas. E o pior é que sempre está ligada no mesmo canal, aquele que detém o monopólio de tudo e que fica fazendo auto elogio e a publicidade de sua programação o tempo todo. A insistência do "assista, assista, não perca..." é extremamente estressante. E dá-lhe novela e mais novela (gritaria total) e filmezinhos repetidos centenas de vezes, mas sempre "inéditos".

O aparelho de TV em alguns lugares até poderia ser interessante, contanto que a programação fosse um pouco mais inteligente. Um DVD de música, um documentário sobre a natureza, uma entrevista sobre assunto de interesse geral como saúde, qualidade de vida, literatura etc.
E se houvesse mais de um espaço, se poderia oferecer opções diferentes para cada espaço e não sitonizar todas no mesmo e saturado canal com sua repetitiva programação.
Na verdade isso desmerece a inteligência das pessoas e não contribui em nada para melhorar o nível cultural da nossa população. É preciso deixar espaço para as pessoas arejarem o cérebro. Quando estão em casa, já entregam a maior parte do seu tempo à TV. Mas não é necessário sermos obrigados a entregar cada minuto de nosso dia ao domínio deste monstro.

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